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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bagunça boa




Minha vida estava normal até você chegar e bagunça-la. Eu acordava todos os dias às 6 da manha, em um calor fora do normal que minha cidade fazia. Abria os olhos e a única coisa que vinha logo na minha cabeça era o que tinha para o dia. Lembrava-me de todos os trabalhos feitos e os que tinham para acabar. Pensava logo na minha primeira aula de segunda. Resmungava a manha inteira pela Segunda já ter começado. Minha preocupação maior era cumprir as metas do dia. Ficava sempre ligada as horas, em quanto tempo que faltava para a aula chata de física terminar ou quanto tempo faltava para o intervalo.
Meus finais de semana eram badalados. Você sabia disso? Eu não tinha tempo ruim! Qualquer programa eu estava dentro. Mas,no fim da noite, um vazio me corroía.
Aquelas pessoas eram felizes demais – ou disfarçavam muito bem. - Era sorrisos o tempo todo. Troca de carinho – com mais de uma pessoa -.
Eu, por alguns instantes, sentia um pouco de inveja diante daquilo. Eu queria ser feliz assim. Estar de bem com a vida. Deixar os problemas de lado e sorrir. E o melhor: sentir-me cheia.
Cheia de amor,carinho,afeto.
Mas dai, comecei a perceber que os lugares que eu frequentava estavam lotados. Lotados de pessoas vazias. Era muito copo cheio para muito coração vazio.
Então comecei a não ter mais tanta inveja assim. Mas eu deveria parar. Parar de querer encontrar minha alma gêmea na padaria, na faculdade ou em uma balada qualquer. Foi ai que eu parei de procurar. E foi ai que você apareceu.
Apareceu e bagunçou a minha vida.
Comecei a acordar todos os dias, às 6:10 da manha. Esses dez minutos, eram aqueles que você tinha me roubado em sonho. – porque sonhar, já tinha se tornado rotina -.
Ao invés de me preocupar com as horas, eu ficava o tempo todo colada no calendário, decorando todos os feriados possíveis do ano e estudando qual era o melhor para emendar e poder ir te ver, ou você vir me ver.
E, ao invés da minha preocupação ser apenas com o que eu teria que fazer durante o dia, a primeira coisa que eu lembrava quando acordava, era você. E começava a lembrar dos seus sorrisos mais sinceros, do seu olhar, desse seu jeito meio bobo de ser.
E foi ai que eu me perdi. E fiquei perdidamente apaixonada por você.

Ana Cláudia Barbosa.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Desapegue-se




Tá na hora de começar a desapegar. Desapegar daquilo que não te faz bem.
Sabe aquela pessoa que você acha que gosta de você?
Aquele que te humilha em publico, que te deixa pra baixo e que faz piada de você na roda de amigos? Este cara não te merece.
Ele apenas tenta te deixar inferior diante dele. Isso não é gostar.
Ah, mas ele diz as vezes que te ama e que é louco por você. Joga na sua cara todas as loucuras que já fez  e fica o tempo todo apontando as mínimas coisas que já fez por você. Tenta te mostrar ao máximo o quanto ele é bom pra você, claro ele tem que te mostrar isso. 
Mas em publico, ele te fere, te magoa e te despreza. Mas depois ele tenta mostrar em quatro paredes o quanto ele é bom e o quanto você precisa dele. NÃO. Você não precisa dele. Alias, nunca precisou. Mas o fato de você ser aquela ariana carente, você acha que precisa. Só que na verdade, do que você menos precisa é dele.
Ele não é único no mundo- embora ele te faz perceber inúmeras vezes que é-. Ele só é um cara bobo que não sabe nada da vida e se acha o melhor do mundo.
Tente entender uma coisa. Se você precisa dele para alguma coisa, ele já não é bom pra você. Porque só o fato de você precisar de alguém para qualquer tipo de coisa, já está errado.
As pessoas não precisam uma das outras, elas são boas suficientes por si só, mas você acha que precisa. Menina, você só acha.
Tente sempre não precisar de ninguém. Tente ser sua melhor companhia, seu maior amor.
Tente desapegar de quem você precisa.

Ana Cláudia Barbosa.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Adeus você.





Segurei-me para não te pegar pelo braço e te colocar dentro do carro e sair na maior velocidade para que ninguém pudesse nos alcançar.
Segurei-me para não pular em cima de você e depois gritar para quem quisesse ouvir o tanto que você me fazia bem.
Segurei-me em inúmeras coisas. Uma delas foi pelo silencio da palavra. É, isso mesmo. Segurei-me para não te implorar para ficar comigo. Naquele cantinho só nosso.
Tudo bem, que às vezes o ar condicionado gelava mais do que prevíamos, mas a escolha do filme era sempre ótima. Isso você não pode negar.
Controlei-me ao máximo por todas as vezes que o assunto vinha à tona. Segurei o choro e também o coração! Porque ele sempre batia mais forte quando se lembrava da sua partida.
Não foi fácil pegar o carro e ir despedir de você. Não foi fácil te dizer adeus.
Uma coisa que eu nunca vou me esquecer, vai ser do seu olhar de espanto. Seus olhos vibravam em cima dos meus. Seu coração quase sambava junto ao meu. E minha mao ¿ Gelada e tremula – como já era esperado- . Não contive o nervosismo e nem o meu medo-embora eu tentasse de todas as formas-.
Eu te vi partindo e meu coração doeu ainda mais por ter te deixado ir. Eu devia sim ter te pegado pelo braço, levado para o carro e ter te dado umas boa palmadas para você aprender a não brincar com sentimento das pessoas.
Deveria não ter me silenciado tanto assim. Deveria ter gritado, pulado, e te mostrado a minha lista dos 100 motivos pelos quais você não deveria ir.
Mas não teve jeito. Você se foi.
Apesar disso, você deixou seu coração comigo . E ele está ótimo! Assim como eu também estou. Porquê apesar da distancia, você não me deixa esquecer o que somos um para o outro. E melhor ainda, mesmo distante você consegue me encantar todos os dias.
Agora o que me resta, é contar 40 dias para sua volta.
E o Adeus você, teremos que deixar para outra vez. Porque dessa, você não se foi de mim.


                                    Ana Cláudia Barbosa.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Encontrar



Um dia eu pensei em ter um grande amor da minha vida. Uma pessoa com quem eu pudesse contar sempre. Brigar sem motivo e depois encher de beijos. Alguem para dividir o sorvete na pracinha, para andar de mãos dadas na rua mais estreita da cidade. Pensei em ter alguém em que eu pudesse confiar. Ele seria meu amigo. Companheiro. Confidente.
Depois de muito pensar, comecei a cair na realidade. Alguem assim é difícil de encontrar, não é mesmo¿ Dai, comecei a não fazer mais tantos planos. Parei de procurar nas ruas, na faculdade, e até mesmo na internet. Eu sempre ria de mim mesma. Que boba eu era de pensar que eu pudesse encontrar alguém tão fácil assim! Foi ai então que percebi que quando paramos de procurar a pessoa certa aparece. Ou, o momento certo chega e damos de cara com a pessoa.
Parei de procurar, e fui achada. Talvez, fui achada da melhor forma. Nas melhores condições.
Porque afinal, eu me achei.
Eu estava me conhecendo nos mínimos detalhes, no meu intimo mais secreto, dentro de mim.
E hoje posso falar que me encontrei. E não tem sensação melhor do que estar bem comigo mesma.




Ana Cláudia Barbosa.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sem título.


A dor no peito é inevitável. O pensamento em não te ter mais me dói. A sensação de vazio me preenche. As horas passam. O tempo passa. E a hora de você ir embora chega cada vez mais rápido.
Sabe, eu vou te confessar uma coisa. Nunca fui boa com despedidas. Uma vez minha mãe foi fazer um cruzeiro e quando eu a vi com as malas nas mãos pronta para partir, meu coração doeu. Como agora.
Não é que eu não estava feliz que ela iria fazer a viagem dos sonhos.. Muito pelo contrario,- eu estava super  feliz-. Só que o aperto no peito continuou da mesma forma. 
As vezes precisamos deixar as coisas partirem. Mas quando as ‘coisas’ se tornam sentimento, a gente tenta prender de qualquer forma bem lá dentro. Não porque não estamos felizes pela conquista da pessoa, mas porque o sentimento fala mais alto. Sempre.
Vou ficando por aqui... Porque como eu disse no começo, as horas passam o tempo também. E o que eu não posso deixar de fazer é perder tempo.








Ana Cláudia Barbosa.
sábado, 26 de janeiro de 2013

Esclarecendo...

Olá pessoal,tudo bem com vocês? 
Bem, hoje eu vim aqui só para esclarecer umas coisinhas antes de começar a publicar meus textos ! ( Tudo bem que eu já até publiquei um.. quem nao viu poder ver AQUI. )
Mas eu preciso fazer esse esclarecimento antes de dar sequencia nas publicaçoes.
Primeiramente,eu vou falar parar vocês que eu AMO escrever! 
Desde pequena eu escrevo.. Dai, eu fiz um FOTOLOG, e sempre escrevia algo.. Ou era uma frase,ou era um desabafo do meu dia.. Com isso,fui juntando as letras,as frases um paragrafo e quando eu vi, ja estava fazendo altos textos.
Altos assim ne gente? hahahah Eu escrevia pra mim.. Alias,sempre escrevi!
Mas eu viajo nas histórias...
Então,esse post é para esclarecer isso!
Bem, pode ser que eu comece uma história minha e termine em algo que eu queria que acontecesse.. Ou talvez, toda a história eu inventei! Ou entao, posso fazer uma história baseada na SUA história e você nem sabe. 
Ou seja,meus textos nao sao e nao serão indireta para ninguem.
Eles sao apenas meus.
Então nao venha soltar comentarios do tipo :Nossa, eu nao acredito que você está passando por isso..
Ou : Eu nao acredito que ja t aconteceu isso..
Heelloooo!!!! Se vocês nao sabem, a maioria das histórias sao inventadas. E sempre acaba do jeito que a gente quer!!!
Então, por favor.. ME DEIXEM SOLTAR AS PALAVRAS!
Eu gosto disso =)
dizia Clarice Lispector : Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida.

=) 
Então é isso, Glamurosas!
Espero que gostem dos meus textinhos.
Beijos

Ana Cláudia Barbosa
terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Sinto falta



   Tem dias que bate uma saudade das sapatilhas. Elas me deixavam leve, agora tudo é meio... pesado. Tem dias que a única coisa que eu queria era estar na sala, dançando, ouvindo aquela música alta e me sentindo a melhor bailarina do mundo. Tem dias que eu sinto saudade do collant, da meia, da saia. Sinto falta das dores, dos calos, das dificuldades. Do nervosismo, da ansiedade. Tem dias que me imagino no palco, dançando, totalmente concentrada, esperando apenas ouvir os aplausos do publico, como se dissessem: "todo seu esforço de 12 anos de dança valeram à pena". É tão boa a sensação de dever cumprido.
   Quando se dança, não há aflição, não há negatividade. Quando se dança, não há tristeza. É você e você, e mais nada. É você enfrentando seus próprios limites e tentando ser melhor que si mesma. 
 O ballet me deixa em paz comigo mesma. Preciso dele de volta em minha vida!

Priscilla Sarmento

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